Ser condutor é ter educação e respeito

Silvana Rodrigues Malheiro
Especialista em pesquisa Educacional pela UEM
Instrutora Teórica do CFC Mandaguari

As inúmeras mortes no trânsito é uma questão que deve ser repensada. Segundo o Código de Trânsito Brasileiro considera-se trânsito a utilização das vias por pessoas, veículos e animais, isolados ou em grupos, conduzidos ou não, para fins de circulação, parada, estacionamento e operação de carga ou descarga. O trânsito, em condições seguras, é um direito de todos e é dever dos órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de Trânsito, a estes cabendo, no âmbito das respectivas competências, adotar as medidas destinadas a assegurar esse direito.
Afinal as mortes no trânsito aumentam significativamente a cada dia e muitas delas são em decorrência da falta de educação.
É difícil acreditar que em um país, exista a falta de respeito e paciência no trânsito, facilmente percebida por buzinadas, palavras de baixo calão, ultrapassagens em locais proibidos, semáforos que não são respeitados, condutores que colocam em risco a sua vida e não fazem uso corretamente do cinto de segurança, pais que transportam seus filhos menores de quatro anos fora da cadeirinha, motociclistas que ultrapassam pela direita, ciclistas que circulam em calçadas, pedestres que andam no meio das ruas, condutores que dirigem alcoolizados, enfim inúmeras infrações são cometidas e todos querem apenas os seus direitos. Onde estão os deveres?
Sim, somos condutores, pedestres, motociclistas, ciclistas, passageiros!
Mas somos cidadãos e queremos um trânsito melhor com segurança e respeito. Se o trânsito é constituído por pessoas, por que tantos morrem?
E como superar a perda de um ente querido?
Não é fácil acreditar que o trânsito mata por imprudência, negligencia e imperícia. Não quero ser mais uma vítima, mais uma estatística, quero apenas poder sair com o meu veículo e poder voltar para casa com mais segurança e respeito.